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Porque os violinos Stradivarius (fabricados por Antonius Stradivarius, 1648 – 1737) são tão famosos? Alguns vão dizer que é porque são raros. Outros vão falar do seu valor histórico, que alguns deles estiveram presentes nas mais importantes orquestras e em apresentações para reis! Alguns vão elencar os materiais nobres que foram utilizados na sua construção. Mas um violinista vai resolver de vez a questão: por causa da sua inigualável sonoridade*. O som que obtém-se com um Stradivarius é superior a qualquer outro violino já construído, seja da mesma época, seja na nossa época atual (centenas de anos depois).

*também chamado de timbre, timbragem ou “coloração”, dependendo do contexto. Este último termo vem da comparação do timbre de cada instrumento com uma cor diferente. Por exemplo, as guitarras tem um timbre característico, mas há diferenças entre produtos de diferentes marcas e modelos. Da mesma forma, há o amarelo, mas também há diversos tons de amarelo.

É exatamente aí que reside a grande questão dos que trabalham com música: a sonoridade que se consegue obter com um determinado instrumento. Quando os leigos comparam um instrumento da marca A com um instrumento da marca B, vão falar de preço, de qualidade do material, de resistência do produto, de garantia, etc. Quando dois músicos vão comparar instrumentos, vão falar das timbragens que conseguem obter com eles!

Evidente que preço/qualidade/resistência/garantia entra na conta do custo/benefício do instrumento, mas o que os músicos procuram, acima de tudo, é a melhor sonoridade possível. Muitas vezes a questão do preço fica relegada a segundo plano.

Os fabricantes também procuram fabricar instrumentos de timbragens cada vez melhores. Conversei com um gerente de produção de pratos de bateria de uma marca brasileira. Ele contou que já testaram, na empresa, mais de 1.000 formulações diferentes para o material dos pratos. Segundo ele, já tentaram vários metais e misturas diferentes entre ferro, cobre, níquel, prata,  estanho, chumbo, bronze, etc – só não tentaram ouro porque ficaria inviável economicamente. E cada formulação “soa” diferente da outra. E mesmo assim, com 1.000 formulações distintas, ainda não se conseguiu atingir a sonoridade que alguns outros fabricantes já conseguiram. Mas vão continuar tentando!

Essas 1.000 formulações diferentes foram conseguidas ao longo de décadas de trabalho e investimentos. Cada novo teste tem sempre um custo, visto a necessidade de se adaptar moldes e formas. Nesse tempo, alguns materiais que pareceram promissores de início revelaram-se problemáticos depois de alguns anos (já viram um prato de bateria todo enferrujado? É um dos testes que não deram certo). Mas com o tempo e a experiência, eles tem se aprimorado mais e mais, e a sonoridade atualmente obtida já é considerada ótima, tanto que exportam para diversos países.

É importante ressaltar isso: a experiência que um fabricante ganha ao longo do tempo. Não é todo violino Stradivarius que soa maravilhosamente bem. A fase áurea dos seus produtos foi entre 1702 e 1722, onde o aperfeiçoamento da sua técnica chegou ao máximo.  Muitas vezes, a grande diferença entre um instrumento de marca A para outro de marca B é exatamente isso: a experiência que o fabricante possui. Experiência no sentido amplo: no projeto, no cuidado com as técnicas de produção, na escolha do material, etc!

Enquanto um fabricante aperfeiçoa as técnicas de construção dos seus produtos (enquanto ganha experiência), “pequenos” ajustes são feitos. Materiais que a princípio funcionavam bem mas que tem pouca resistência à passagem dos anos são substituídos por outros melhores. Um produto projetado em um clima seco sofre quando em um clima úmido (um braço de guitarra/baixo pode empenar, e com isso estragar a sonoridade do instrumento). Quando o fabricante nota a existência desses problemas, refaz toda a sua manufatura pensando em produtos cada vez melhores. E isso é bom, muito bom.

MULE FLAT COM RECORTE AMARO a5wZOfeKa Em resumo: em busca da melhor timbragem, acaba-se ganhando experiência. E com a experiência vem a melhor qualidade e a maior resistência. E com mais qualidade e melhor resistência, pode-se aumentar a garantia do produto. O lado ruim é que tudo isso, é claro, reflete-se no preço. O material mais resistente sempre também é mais caro! Há sempre um preço (maior) a se pagar por um produto de melhor qualidade.

Muito raramente vê-se uma empresa nova lançar produtos de excepcional qualidade logo de início. Quando acontece, em geral é por causa de “altos investimentos em pesquisa” (em alguns casos, é puro eufemismo para "contratação de ex-empregados do concorrente" ou "espionagem industrial").

Evidente que não estamos querendo dizer que empresas em “início de carreira” ou de marcas desconhecidas vão fazer produtos ruins. Algumas surpreendem. Mas em geral, o que acontece é que, com pouca experiência, ainda tem muitos “detalhes” a acertar. Talvez até consigam uma ótima sonoridade logo de início, mas que adianta muitas vezes ter um ótimo instrumento por dois ou três anos, prazo em que ele empena e a boa sonoridade se perde? Há desvantagens, mas é necessário lembrar que também inúmeras vantagens: em geral, o preço é muito menor que um produto de “primeira linha”.

Tudo vai depender do preço que se quer pagar pelo produto! Provavelmente alguém que está aprendendo a tocar violinos vai começar com um bem simples e barato. À medida que aprende mais e melhora sua técnica, busca instrumentos de cada vez melhor sonoridade. Claro que existem também a questão mercadológica. Há empresas que se dedicam apenas a fazer produtos top, outras que se dedicam a fabricar apenas produtos de baixo custo, outras que produzem para produtos tanto para um quanto para o outro público. Mas –  inegavelmente – com a experiência os produtos se tornam melhores , ou pelo menos deveriam – é a ordem natural das coisas. Quem anda para trás é caraguejo!

Na busca busca de uma melhor sonoridade,  há especializações interessantes. Um mesmo instrumento pode ser feito especialmente para um tipo de música, como por exemplo existem arcos de violino fabricados especialmente para se tocar alguns estilos musicais. O tipo de arco muda a sonoridade do instrumento e o adequa ao tipo da música! Da mesma forma, pode-se fazer instrumentos com uma ou outra característica voltada a um tipo de situação que os músicos enfrentam, tanto em sonoridade quanto em qualidade/resistência.

Na busca pela sonoridade perfeita, chega-se ao extremo de alguns músicos recorrerem a luthiers (profissional que conserta/fabrica instrumentos musicais) para a confecção ou adaptação de instrumentos conforme o seu gosto pessoal, até atingir o o que eles consideram “som perfeito”. Claro que instrumentos personalizados custam muito mais que os produzidos em série, mas é o preço que se paga pela sonoridade perfeita – pelo menos na opinião daquele músico.

Agora, entramos em um campo um pouco perigoso… o que é gosto de um, não é de outro. O que um considera “som perfeito”, o outro acha que não é. Na verdade, cada músico tem a sua preferência pessoal e o seu público. Se o músico gosta de tocar em um violão “xing-ling”*  (e o seu público gosta disso também), não há problema algum, e isso deve ser respeitado.

*Xing-ling – nome genérico de produtos de baixa qualidade fabricados na China. Obviamente, nem todo produto fabricado na China é “xing-ling”.

AMARO FLAT MULE RECORTE COM SPRrFyx Sonoridade de equipamentos de áudio

Em áudio, cada equipamento também tem uma sonoridade própria! Quem fala que “mesa de som é tudo igual” ou “microfone é tudo a mesma coisa” não entende nada de sonorização! Releia o texto acima, mas onde falamos “instrumentos”, troque por “equipamentos”. Onde falamos em Stradivarius, troque por “Rupert Neve”, talvez o maior e melhor projetista de equipamentos de áudio do mundo!

Da mesma forma que um instrumento da marca A difere da marca B, existem fabricantes e fabricantes de equipamentos de áudio.  Alguns, novos, tentando ganhar espaço no mercado, mas ainda com vários “detalhes” a acertar. Detalhes que fazem grandes diferenças na resistência e qualidade geral do produto. Como existem outros, já consagrados como exemplo de equipamento confiável e de excelente sonoridade. Claro que com custos também bem diferentes.

Alguns funcionam muito bem em estúdios, onde a energia é limpa e não ficam sacolejando como nas estradas. Outros, aguentam variações enormes de voltagem e anos de sacolejos, mas tem timbres mais fracos, pouco adequados para gravações profissionais. E há os de excelente sonoridade e que ainda são extremamente robustos. E cada um deles tem um preço!

Mas o importante é: cada um deles muda o som da fonte sonora (voz/instrumentos) um pouco. Não há como evitar isso. Algumas mudanças serão imperceptíveis, outras serão para melhor, outras serão para pior. Da mesma forma que um músico procura uma sonoridade perfeita no seu instrumento, o operador de som procura também equipamentos com a melhor coloração possível.

Vamos dar uma olhada em tipo por tipo de equipamento, e ver como isso influencia na escolha deles. 

Microfones

Existem alguns microfones com resposta de frequência absolutamente plana de 20Hz a 20KHz, abrangendo assim toda a audição humana. Podemos supor que são microfones completamente transparentes (lineares), que não inserem nenhuma timbragem, nenhuma coloração. Dessa forma, captam o som como realmente ele é. E é exatamente para isso que eles servem.

Esse tipo de microfone é o utilizado em medições, onde a linearidade é mais que necessária (caso contrário, as medições de áudio teriam seus valores alterados pelo microfone). Mas por outro lado,  raramente são utilizados para microfonação de alguma voz ou instrumento musical. O motivo? Ninguém gosta deles! São “frios”, sem “cor”, sem “alma”!

Em vez disso, há centenas de fabricantes de microfones e cada um deles tem dezenas, às vezes centenas de modelos diferentes, cada um deles com uma característica diferente. Um determinado microfone pode realçar um timbre de voz e torná-la aveludada, como para outro tipo de voz o mesmo microfone pode se mostrar ruim.

Em minha opinião, quem melhor já definiu os microfones foi o Sólon do Valle, engenheiro de áudio.  Duas passagens marcantes:

“Microfones são instrumento musicais, e não frios conversores de energia. Têm colorações, modificam o som de maneira muitas vezes agradável. Em muitos casos, um microfone com resposta "pior" é o que soa melhor.” (Revista Áudio, Música e Tecnologia, Agosto/2004, seção “Cartas”).

Note: existem sim microfones que são sim frios conversores de energia. Os de medição, lineares, sem coloração alguma. Mas os músicos, cantores e operadores de som procuram microfones que complementam a sonoridade dos seus instrumentos/vozes, de forma a melhorar ainda mais a timbragem obtida!

“Não existe microfone ruim, existe é microfone usado errado” (livro Microfones, do autor).

Note: um mesmo microfone pode ficar ótimo para um uso e terrível em outro. Mesmo um Shure SM-58, um microfone que é uma verdadeira lenda, pode ficar horrível com uma soprano, pois o microfone tem tendência de causar sibilância nesse tipo de voz. Na mesma frase cabe também o problema do custo/benefício. Para um karaokê com as crianças em casa, um microfone de R$ 30,00 dá conta perfeitamente. Mas para uma apresentação de um cantor famoso, é provável que a sonoridade desse mic de 30,00 não seja suficiente…

Além disso, no mercado de microfones, é fácil ver os “clones” de produtos famosos. A cápsula do Shure SM-58 é extremamente copiada por diversos outros fabricantes. Alguns clones tem sonoridade bastante semelhante (ou praticamente igual, mostrando que foi uma boa cópia), e outros apresentam sonoridade bem distinta (mostrando que foi uma cópia ruim). Mas ainda que tenha sido uma boa cópia, um microfone é mais que cápsula, e os “detalhes” de produção comprometem geralmente a durabilidade do produto em relação ao original. Mas às vezes compensa muito mais ter um "clone" de sonoridade parecida e 10% do preço do original que o próprio original. Tudo isso dependerá da análise de custo/benefício que cada músico, cantor e operador de som tem que fazer.

Equipamentos de processamento: mesas, processadores de sinal, etc.

Podemos pensar que, por serem feitos de componentes eletrônicos, eles tem sonoridade tudo igual. Nada mais enganoso. Cada marca soa diferente da outra, e há mudanças de sonoridade entre os próprios modelos de mesma marca.

Duas grandes diferenças são o projeto do circuito eletrônico e a escolha dos componentes. Da mesma forma que uma empresa pode testar 1.000 formulações para o seu produto, um projestista de circuito pode seguir vários caminhos, alguns mais simples (com pior coloração e mais baratos) e outros mais rebuscados (com melhor coloração e mais caros). Ele pode ter maior ou menor cuidado com as impedâncias, o aterramento, o controle de ruído. Claro que a experiência conta muito aqui. Quem não quer ter um projeto feito por alguém com 30, 40 anos de experiência em áudio?

Não quer dizer que aquele engenheiro recém saído da faculdade não possa projetar um bom circuito. Alguns vão a fundo estudar o assunto antes de fazer os primeiros esboços do circuitos. Outros, em compensação, vão deixar para descobrir o resultado depois, pelas reclamações dos clientes.

Além do projeto, há também os componentes que são utilizados. Da mesma forma que um fabricante famoso de guitarras só usa madeiras com pelo menos 30 anos de idade (de forma que já perderam toda umidade e não vão mais empenar por causa disso), enquanto outros usam madeiras recém-cortadas, existem projetos feitos com componentes melhor selecionados ou não.

Por exemplo, resistores (um dos tipos de componentes eletrônicos mais simples). Eles existem em diversas versões: com tolerâncias (variações no seu valor) de 0,1% a até 20%. Quanto menor a tolerância, mais caro ele é, mas proporciona melhor controle do circuito, visto que o seu valor é mais constante. Projetos simples vão usar componentes com 10% de tolerância, bons projetos usam 1% de tolerância, excelentes projetos usam 0,1% de tolerância, tudo isso para o mesmo componente!

Assim, por causa desses fatores encontramos desde mesas de som que já “acrescentam” uma parcela de graves por si só, outras que tem excesso de médios sem nenhuma razão aparente, e outras onde graves “redondos”, agudos “cristalinos”, sonoridade "quente".

FLAT AMARO COM MULE RECORTE dhk3e Aliás, é interessante notar como são as propagandas dos produtos. Existem equipamentos que ressaltam o preço acima de tudo (e a sonoridade em geral é simples), como existem aqueles onde se destaca a sonoridade do aparelho (e em geral os preços são altos).

Observe que não estamos falando da equalização disponível em mesas de som, nem de equalizadores (imagine tudo em flat). São colorações inseridas pelo aparelho pelo simples fato do sinal atravessá-lo. Essas colorações sempre vão existir, a não ser que o aparelho seja retirado do sistema de áudio ou então acionado a chave bypass (situação onde o sinal entra e sai do aparelho diretamente, sem passar pelo cicuito. Aliás, o teste do bypass é bem interessante para descobrirmos a coloração inserida por um equipamento.

RECORTE COM FLAT MULE AMARO nXWMHP Digital x analógico

Existem diferenças também entre o som digital e o som analógico. Os conversores AD/DA (Análogo para Digital, Digital para Análogo) são fortemente responsáveis pela qualidade da sonoridade em um equipamento digital. Bons projetos são bem transparentes, outros, nem tanto. 

Transistor x Válvulas

Da mesma forma que existem diferenças entre o som analógico e o digital, existem (muitas) diferenças entre equipamentos transistorizados e valvulados. Apesar de válvulas serem um tipo de tecnlogia antiga, cara e frágil, elas garante sonoridades exclusivas. Antigos mixers das décadas de 1960, 1970 tem sido novamente valorizados graças a essas timbragens características. Muitos estúdios que poderiam estar usando equipamentos dos mais modernos possíveis preferem essas “velharias” por causa da timbragem única que proporcionam.

MULE RECORTE COM AMARO FLAT GEdVpr Caixas de som e fones de ouvido.

Já disseram que o alto falante é o contrário do microfone. Um capta som, o outro projeta som. Não é diferente na parte de timbres: nos microfones, a (boa) coloração é desejada, a não ser nos de medição. Entretanto, nas caixas de som a situação é diferente: quanto menos coloração (quanto mais linear) for a caixa, melhor.

Isso porque a caixa de som (ou fone de ouvido) é a última parte de qualquer sistema de sonorização. Nela, queremos que o som seja reproduzido com a maior fidelidade possível em relação ao que foi captado, processado. Que adianta ter os agudos mais cristalinos possíveis na gravação se na caixa a reprodução deles é ruim? Que adianta ter graves retumbantes se a caixa é “magra” nos graves?

Essa característica de linearidade das caixas, é extremamente desejada e necessária nos estúdios, onde os monitores de referência (nome chique para “caixas de som especialmente feitas para estúdio”) tem que ter o mais perfeito equilíbrio possível em sons de todas as frequências.

RECORTE MULE COM AMARO FLAT c6MPYX2Sp MULE COM FLAT RECORTE AMARO Y7qVtXlK Em caixas de PA ou fones de ouvido, essa característica de linearidade é (infelizmente) rara, reservada apenas aos melhores fabricantes e/ou melhores modelos. Em geral, vem junto com a especificação de resposta de frequência, que se apresenta da seguinte forma:

Resposta de frequência: 45Hz a 18KHz, +/- 3dB

Ou seja: a variação máxima entre os sons graves, médios e agudos nesta caixa (ou fone de ouvido)  é de 6dB (três a mais, três a menos). São valores excelentes de serem encontrados em qualquer equipamento para PA, mas às vezes inaceitáveis para estúdios (algumas caixas monitoras de estúdio tem variação de +/- 1dB. Exemplo: Genelec 8250A, 38Hz a 20KHz +/- 1dB)

Mas isso não quer dizer que uma caixa/fone não possa ter timbragem característica. O Koss PortaPro é um fone famoso exatamente pela sua timbragem, que reforça os graves*, o que é uma característica muito desejada por percussionistas, contrabaixistas, bateristas.

*Ouça a mesma música em um fone de referência de estúdio e depois ouça em um Porta Pro. Será fácil  reparar que ele trás um reforço de graves.

Outro exemplo é que, em um ambiente com acústica muito ruim, podemos nos valer de caixas com “desequilíbrio intencional” nos graves*, reforçando os sons médios e agudos (responsáveis pela inteligibilidade) em relação aos graves (os maiores causadores de reverberações e embolações). Já vimos algumas denominações que optaram (in)conscientemente por fazer caixas assim.

*Isso é “faca de dois gumes”. Se por um lado a caixa funciona aparentemente bem no local, a mesma não pode ser utilizada em locais diferentes, principalmente em campo aberto, onde a falta de graves se manifestará fortemente. Além disso, esse “desequilíbrio intencional” pode ser facilmente aplicado via equalizador, mantendo-se assim a possibilidade de usar as caixas em ambientes diferentes. E é muito mais fácil equalizar (atenuando frequências que reforçando frequências). De qualquer forma, é sempre importante lembrar: problemas acústicos tem soluções acústicas (tratamento acústico)!

O papel da equalização na timbragem

Temos em muitos equipamentos de processamento (mesas, periféricos) controles de tonalidade/equalização. Esses controles vão do reforço ou de graves/agudos presentes nos aparelhos domésticos a alterações de até 31 faixas de frequência distintas de um equalizador profissional.

Esses controles nos permitem alterar a coloração característica de um equipamento. Geralmente a mudança não é tão grande, apenas corrige-se imperfeições. Ou pelo menos deveria ser assim!

Já tivemos oportunidade de realizar diversos eventos onde tinhamos o microfone certo com a voz/instrumento certo, bons equipamentos, caixas bem lineares. Com isso tudo feito, a necessidade de equalização é mínima, em geral para corrigir pequenos acertos em relação à acústica do local ou microfonias. O alinhamento e operação do sistema nestes casos é muito mais fácil.

Por outro lado, há situações onde temos que incrementar muita equalização (seja atenuando ou incrementando frequências), e isso mostra que há algo errado no sistema de sonorização. O erro pode ser desde a forma de microfonação, passando em equipamentos com excesso de coloração ou então caixas pouco lineares. E com certeza o operador de som terá dor de cabeça com este sistema.

E um alerta sério, ao qual precisamos prestar sempre atenção: em um equipamento de excelente sonoridade, podemos até tornar o som ruim com a equalização. Mas em um equipamento com sonoridade ruim, mesmo com toda a equalização do mundo será difícil deixá-lo bom.

 Gosto pessoal e sonoridade

O gosto pessoal do músico e/ou do operador de som nunca pode ser esquecido. Se o músico ou o cantor quer o seu som de um determinado jeito, seu desejo deve ser respeitado. E podemos usar os diversos recursos que temos (equalizadores, timbragens de fones, de caixas, etc) para obter esse resultado para eles. É isso que os técnicos de monitor das grandes bandas fazem: atendem aos desejos dos músicos, sabem e conhecem os gostos pessoais de cada um.

Já os técnicos de PA tem que sentir o “gosto” do público e respeitá-lo. Um público mais idoso provavelmente exigirá um bom reforço nos agudos, até para compensar a deficiência auditiva desses sons com a idade. Por outro lado, um público mais jovem vai gostar de um incremento dos sons mais graves, sentir a “pressão sonora” no peito.

FLAT RECORTE MULE AMARO COM UhXq54Mh E é claro que os operadores também tem suas preferências, seus gostos particulares, e muitas vezes imprime suas características as mixagens que realiza. Mas evidente que há limites, e o gosto pessoal não pode nunca sobrepujar o do público.

Conclusão

Ao comprar equipamentos, nortei-se sempre pelo custo/benefício que o mesmo lhe proporcionará. Analise vários fatores ANTES de adquirir qualquer coisa. Pese os recursos, a sonoridade, a qualidade, o preço, o tipo de uso. Enfim, tome a melhor decisão possível, para não se arrepender depois. Às vezes, descobriremos que é melhor gastar mais um pouco e fazer uma compra também melhor. Outras vezes, descobriremos que é exagero gastar tanto assim (tive um amigo que comprou uma mesa Yamaha 01V96 para usar em um estúdio doméstico, que ele usou apenas 4 vezes em um ano e depois desistiu, vendendo tudo com grande prejuízo).  Evite compras por impulso ou por indicação de vendedores. Tenha consciência do que está fazendo. Depois, resta apenas chorar pelo suado dinheiro que se esvai em lágrimas pelo ralo.

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